Política / Partidos
Federação União Progressista rompe com governo Lula e determina entrega de cargos
Decisão afeta quatro ministérios e reposiciona União Brasil e PP no cenário político, com reflexos imediatos em Mato Grosso do Sul
02/09/2025
17:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (2) sua saída da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, oficializada em coletiva no Salão Verde da Câmara dos Deputados, determina que todos os filiados com mandato entreguem imediatamente os cargos ocupados na administração federal — incluindo quatro ministérios.
Os nomes diretamente impactados pelo rompimento são:
Celso Sabino (Turismo)
André Fufuca (Esporte)
Waldez Góes (Desenvolvimento Regional)
Frederico Siqueira (Comunicações)
A federação reforçou que o descumprimento da ordem poderá levar a sanções disciplinares, como afastamento imediato de dirigentes estaduais e punições previstas em estatuto.
O comunicado foi lido pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, ao lado do presidente do PP, Ciro Nogueira, e da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP), apontada como uma das principais articuladoras do movimento:
“Essa decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, destacou o documento.
Registrada no TSE em 19 de agosto, a União Progressista tem em Tereza Cristina sua presidente estadual e na deputada federal Rose Modesto (União Brasil) a vice. O movimento reforça a liderança da federação no Estado, que agora reúne:
3 deputados estaduais: Gerson Claro (PP), Londres Machado (PP) e Roberto Hashioka (União);
1 deputado federal: Luiz Ovando (PP).
A reconfiguração fortalece a atuação da federação no Legislativo sul-mato-grossense e marca uma ruptura estratégica no alinhamento com o governo federal.
O rompimento é visto como uma vitória da ala oposicionista da federação, liderada por Ciro Nogueira e Tereza Cristina, e amplia as pressões sobre o Palácio do Planalto, que perde o apoio formal de duas siglas de peso no Congresso.
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