Política / Economia
Haddad diz que levou caso Banco Master a Lula após posse de Galípolo e recebeu orientação para acionar autoridades
Ministro afirma que presidente determinou apuração formal e espera que investigações esclareçam crimes e destino dos recursos
03/02/2026
14:35
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que levou ao conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o caso envolvendo o Banco Master, logo após a posse de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central do Brasil. Segundo Haddad, a orientação de Lula foi clara: encaminhar o assunto às autoridades competentes para apuração de eventuais crimes.
“Desde o primeiro momento, a orientação do presidente da República foi: se há crime, leve ao conhecimento da autoridade responsável”, declarou o ministro em entrevista à rádio BandNews FM.
Haddad elogiou a atuação da nova gestão do Banco Central, afirmando que Galípolo assumiu a instituição em meio a um cenário complexo.
“O Banco Central já está entregando um bom trabalho na questão regulatória, porque herdou um abacaxi do tamanho que herdou”, disse o ministro, em referência aos problemas identificados no sistema financeiro envolvendo o Banco Master.
O ministro afirmou que nunca tratou do caso com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e avaliou que, durante a gestão anterior, o tema era pouco transparente.
Segundo Haddad, a dimensão do problema começou a ficar evidente durante as discussões no Congresso sobre a proposta de autonomia financeira do Banco Central.
Haddad relatou que passou a desconfiar da gravidade da situação quando surgiram propostas para elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), atualmente fixado em R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
“Começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do Banco Central e, nesse contexto, queriam aumentar o valor da garantia do FGC, porque os R$ 250 mil já não estavam permitindo ‘rodar a bicicleta’ do Master”, afirmou.
O ministro disse esperar que as investigações em curso consigam identificar os responsáveis pelo caso e esclarecer o destino dos recursos captados por meio da venda de CDBs do banco.
Segundo Haddad, há indícios claros do caminho percorrido pelo dinheiro.
“O rastro existe e precisa ser seguido”, concluiu.
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