Política Nacional
Planalto acelera agenda no Congresso e elege segurança pública, jornada de trabalho e gás social como prioridades
Governo Lula quer avançar em pautas estratégicas antes do impacto do calendário eleitoral de 2026
02/02/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu as pautas prioritárias para a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional em 2026, com foco em três frentes consideradas centrais pelo Palácio do Planalto: a PEC da Segurança Pública, o fim da escala de trabalho 6×1 e a votação da medida provisória que cria o Programa Gás do Povo, voltado à população de baixa renda.
A avaliação interna do governo é que esses temas precisam ser destravados no início do ano legislativo, antes que a agenda seja ainda mais comprimida pela aproximação do período eleitoral.
À coluna, o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, Carlos Veras, afirmou que os assuntos são considerados estratégicos pelo Executivo.
“São pautas centrais para o governo neste início do ano legislativo”, destacou o parlamentar.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, já sinalizou que pretende colocar em votação o Programa Gás do Povo ainda nesta segunda-feira (2/2), o que pode representar a primeira vitória concreta do Planalto na nova etapa dos trabalhos legislativos.
A PEC da Segurança Pública é vista pelo governo como uma resposta institucional ao avanço da criminalidade e à pressão por maior coordenação entre União, estados e municípios. Já a proposta de extinção da escala 6×1 atende a uma demanda histórica de centrais sindicais e movimentos trabalhistas, com forte apelo social, mas que enfrenta resistência de setores empresariais.
Paralelamente, o governo também articula a manutenção de vetos presidenciais sensíveis. A deputada Gleisi Hoffmann afirmou que irá atuar no Congresso, no período que antecede o Carnaval, para manter o veto de Lula ao PL da Dosimetria.
O projeto, segundo o governo e aliados, reduziria significativamente penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal a condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A definição das prioridades revela a estratégia do Planalto de combinar pautas sociais, institucionais e de forte apelo popular, ao mesmo tempo em que tenta evitar desgaste político em um Congresso já pressionado pela sucessão municipal e pela corrida presidencial de 2026.
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