Política / Saúde
Bolsonaro teve crise de soluços por 36 horas e precisou ampliar medicação
Relatório enviado ao STF informa que episódio foi controlado, mas ex-presidente continua com sonolência e instabilidade de equilíbrio
17/07/2026
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou uma crise intensa e prolongada de soluços nesta semana, com duração aproximada de 36 horas consecutivas, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento informa que o quadro, classificado pelos médicos como um episódio forte de singulto, exigiu a administração de doses adicionais dos medicamentos utilizados para controlar o problema. Após o ajuste temporário da medicação, Bolsonaro apresentou resposta considerada satisfatória.
“O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há três dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço, de forma contínua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas”, registra o relatório.
Bolsonaro tem 71 anos e permanece em prisão domiciliar humanitária, sob acompanhamento médico. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Embora a crise de soluços tenha sido controlada, a equipe médica informou que o ex-presidente continua apresentando efeitos colaterais relacionados aos medicamentos de ação central usados no tratamento.
Entre os sintomas relatados estão sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Por causa dessas condições, os profissionais mantêm cuidados para reduzir o risco de quedas.
O relatório aponta que, com exceção do aumento temporário dos remédios destinados ao controle dos soluços, as demais medicações de uso contínuo foram mantidas sem alterações.
O acompanhamento domiciliar inclui sessões de fisioterapia, exercícios orientados e alimentação restrita. A equipe também adota medidas preventivas para evitar episódios de refluxo e acidentes provocados pela perda de equilíbrio.
Do ponto de vista respiratório e cardiológico, o quadro geral foi descrito como estável. Não houve indicação, no relatório divulgado, de necessidade imediata de internação hospitalar.
O STF manteve Bolsonaro em prisão domiciliar no início de julho, após considerar a melhora de seu quadro clínico durante o período de recuperação em casa. A decisão também assegura acompanhamento médico particular e deslocamento para unidades hospitalares em situações de urgência.
O novo relatório integra o acompanhamento das condições que fundamentaram a concessão da prisão domiciliar humanitária. A situação clínica continuará sendo comunicada ao Supremo conforme a evolução do tratamento.
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