Política Internacional
Chanceler do Brasil manda duro recado a Trump e Eduardo Bolsonaro: “Soberania não é moeda de troca”
Mauro Vieira condena ataques coordenados contra o Brasil e diz que tentativa de golpe será julgada com respeito à Constituição
04/08/2025
14:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Durante cerimônia em comemoração aos 80 anos do Instituto Rio Branco, nesta segunda-feira (4), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um duro recado ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL): “A soberania brasileira não está à venda, nem será moeda de troca diante de exigências inaceitáveis.”
Sem citar diretamente os nomes, o chanceler denunciou a existência de “ataques orquestrados por brasileiros em conluio com forças estrangeiras”, numa referência à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o parlamentar busca sanções e retaliações contra autoridades brasileiras. Segundo Vieira, essas ações “não terão êxito em subverter a ordem democrática e constitucional da República Federativa do Brasil.”
Vieira reforçou que as instituições brasileiras resistiram à tentativa de golpe militar e que os responsáveis estão sendo julgados em “processos transparentes, com direito à ampla defesa e completo respeito ao devido processo legal.”
“Saudosistas do autoritarismo e amantes da intervenção estrangeira não vencerão. O Brasil se posiciona com firmeza em defesa da democracia, da soberania e do Estado de Direito”, afirmou o chanceler no Itamaraty.
Desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados e se mantém nos Estados Unidos, fazendo articulações com o governo Trump para pressionar o Brasil por meio de sanções econômicas e políticas. A estratégia inclui pedidos de suspensão dos julgamentos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado pela Procuradoria-Geral da República como líder de uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
A retaliação mais dura veio no início de julho, quando Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos. O republicano classificou a medida como uma resposta direta ao julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, mecanismo norte-americano que pune autoridades acusadas de violar direitos humanos. A decisão provocou forte reação do governo brasileiro, que classificou a medida como arbitrária e uma violação da soberania nacional.
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