Política / Mundial
Trump prolonga permanência no pódio e tenta dividir os holofotes com a Espanha campeã
Presidente dos Estados Unidos permaneceu ao lado dos jogadores durante a entrega da taça e precisou ser conduzido para fora da celebração por Gianni Infantino
20/07/2026
09:00
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
A conquista do segundo título mundial da Espanha ganhou um componente político durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026, neste domingo, em Nova Jersey. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permaneceu no pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para erguer a taça.
Depois de participar da entrega das medalhas e do troféu ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, Trump continuou próximo ao grupo de campeões. O dirigente da entidade precisou intervir e conduzi-lo para fora da área principal da comemoração.
A cena lembrou o episódio ocorrido na final do Mundial de Clubes de 2025, quando o presidente norte-americano também permaneceu no palco durante a celebração do Chelsea.
O capitão espanhol, Rodri, aguardou a reorganização da cerimônia antes de levantar o troféu. Trump acabou aparecendo na lateral do grupo, enquanto os atletas iniciavam a festa pela vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, definida na prorrogação com gol de Ferran Torres.
Trump acompanhou a decisão no estádio ao lado de autoridades internacionais, entre elas o rei Felipe VI, da Espanha, além de representantes do Canadá e do México, países que também sediaram o torneio.
Ao entrar no campo para participar da entrega da taça, o presidente e Gianni Infantino foram recebidos com vaias de parte do público. As manifestações deram lugar a aplausos quando o troféu foi entregue à seleção espanhola.
Antes da partida, Trump demonstrou maior proximidade com o governo argentino, comandado pelo presidente Javier Milei, um de seus principais aliados políticos na América Latina.
Após a final, porém, reconheceu a superioridade da Espanha na decisão.
“Eu diria que a Espanha jogou melhor, na verdade, mas ambas as equipes jogaram bem”, declarou.
A participação de Trump na festa espanhola ocorreu poucos dias depois de uma nova crise diplomática entre Washington e Madri.
Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, Trump voltou a criticar o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez por não assumir o compromisso de elevar os gastos militares ao patamar defendido pelos Estados Unidos.
O presidente norte-americano classificou a Espanha como uma parceira ruim na aliança militar e determinou a suspensão do comércio bilateral, embora as relações comerciais dos países da União Europeia sejam negociadas pelo bloco.
As divergências também envolvem a posição espanhola em conflitos internacionais e o uso de bases militares por forças dos Estados Unidos.
Apesar do histórico de atritos, Trump teve de dividir a tribuna de honra com Pedro Sánchez e com a família real espanhola durante a final.
Dentro de campo, a Espanha controlou a maior parte da decisão e criou as melhores oportunidades. A Argentina resistiu até a prorrogação, quando Ferran Torres marcou o gol que garantiu o bicampeonato mundial aos espanhóis.
A cerimônia que deveria concentrar todas as atenções nos jogadores, entretanto, também ficou marcada pela tentativa do presidente norte-americano de permanecer no centro da celebração.
Após a saída de Trump e das demais autoridades, Rodri finalmente levantou a taça e iniciou a festa espanhola no gramado.
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