Política / Eleições
PL avalia alternativa a Michelle Bolsonaro para disputa ao Senado no Distrito Federal
Com possibilidade de recuo da ex-primeira-dama, lideranças do partido passam a considerar Izalci Lucas como opção para 2026
02/07/2026
14:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Lideranças do PL já discutem internamente um possível plano alternativo para a disputa ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, diante da possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desistir da pré-candidatura.
Nos bastidores, o nome considerado mais natural para ocupar eventual vaga na chapa seria o do senador Izalci Lucas (PL-DF), que poderia buscar a reeleição. Hoje, essa hipótese não é tratada como prioridade pelo partido, já que as duas vagas planejadas pelo PL para o Senado no DF estão reservadas a Michelle Bolsonaro e à deputada federal Bia Kicis (PL-DF).
A movimentação ocorre em meio às articulações para formação das chapas majoritárias. Os partidos precisam definir oficialmente seus candidatos até o início de agosto, prazo final para realização das convenções partidárias. Depois dessa etapa, os nomes escolhidos são registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar das conversas internas, Michelle Bolsonaro continua sendo, neste momento, a pré-candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal. A possibilidade de desistência, porém, passou a ser considerada por dirigentes da legenda diante de sinais enviados pela própria ex-primeira-dama em conversas reservadas.
Caso Michelle recue, Izalci Lucas aparece como alternativa imediata por já ocupar uma cadeira no Senado, ter base eleitoral no DF e integrar o mesmo partido. Ainda assim, qualquer mudança dependeria de acordo político dentro da legenda e da definição final sobre a composição da chapa.
A permanência de Michelle Bolsonaro no projeto eleitoral também tem sido defendida por aliados. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), por exemplo, reforçou a importância da candidatura da ex-primeira-dama e atuou para convencê-la a não deixar o PL, ao menos neste momento.
A disputa pelo Senado no Distrito Federal segue em fase de articulação e deve ganhar contornos mais claros até as convenções partidárias. Para o PL, a decisão sobre Michelle é considerada estratégica, já que pode influenciar não apenas a eleição ao Senado, mas também a organização da direita no DF em 2026.
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