Economia / Digital
BDM Digital avança com blockchain e aposta em segurança jurídica para crescer
Diretora jurídica do grupo defende regulação, educação financeira e proteção contra fraudes no mercado de ativos virtuais
04/06/2026
20:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O crescimento dos ativos virtuais e das tecnologias baseadas em blockchain tem levado empresas do setor financeiro a reforçar governança, segurança jurídica e mecanismos de proteção ao investidor. Nesse cenário, o Grupo BDM, criado em Mato Grosso do Sul, busca ampliar sua presença no mercado nacional e internacional com foco em tecnologia, conformidade regulatória e educação digital.
A advogada Kezia Miranda, diretora jurídica do Grupo BDM, afirmou que o avanço das finanças digitais exige mais clareza nas regras e maior preparo dos usuários. Segundo ela, a expansão do setor trouxe novas oportunidades, mas também aumentou a necessidade de combater golpes virtuais e orientar melhor quem pretende investir em ativos digitais.
Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Kezia Miranda atua há mais de 15 anos na advocacia. Nos últimos seis anos, passou a se dedicar ao segmento de finanças digitais e hoje coordena a estrutura jurídica do Grupo BDM, projeto que nasceu em solo sul-mato-grossense e passou a operar também fora do Brasil.
De acordo com a especialista, a blockchain funciona como um registro digital permanente, transparente e rastreável. Essa tecnologia permite armazenar transações de forma descentralizada, dificultando alterações indevidas e ampliando a possibilidade de auditoria das operações.
No caso do BDM Digital, a diretora jurídica afirma que o ativo se diferencia das criptomoedas tradicionais por ser classificado como token de utilidade. A proposta, segundo ela, é trabalhar com um modelo voltado à estabilidade e sustentação patrimonial, em vez de seguir a lógica de alta volatilidade comum em parte do mercado cripto.

A estrutura do ecossistema, conforme explicou Kezia, conta com mais de 25 empresas e fundos de investimento registrados junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa base, segundo a diretora, funciona como suporte econômico e institucional ao projeto.
Criado em 2020, o BDM Digital iniciou suas operações com valor aproximado de R$ 3 por unidade. Desde então, apresentou crescimento gradual e atualmente se aproxima da faixa de R$ 15, conforme informado pela representante jurídica do grupo.
A operação foi dividida em diferentes frentes para atender às exigências regulatórias brasileiras e internacionais. O BDM Digital representa a base tecnológica do projeto, responsável pela emissão e circulação dos tokens em blockchain. Já o BDM Bank atua como banco digital voltado a operações com moeda fiduciária. A BDM Corp, por sua vez, responde pelas atividades internacionais e pela conformidade cambial.
Para a diretora jurídica, o setor de ativos virtuais vive um momento decisivo no Brasil. As empresas que atuam nesse mercado precisarão se adaptar a critérios mais rigorosos para obter autorizações definitivas de funcionamento e demonstrar capacidade de controle, governança e prevenção a irregularidades.
Segundo Kezia Miranda, o Grupo BDM já adota procedimentos de compliance, identificação de clientes e verificação biométrica. A intenção é ampliar a segurança das operações e reduzir riscos tanto para os usuários quanto para a própria estrutura empresarial.
Outro ponto destacado pela especialista é o aumento dos crimes cibernéticos. Ela avalia que a popularização dos serviços financeiros digitais facilitou o acesso da população a novas ferramentas, mas também abriu espaço para criminosos especializados em fraudes online.
Entre os golpes mais comuns está a chamada engenharia social, prática em que criminosos manipulam vítimas usando informações obtidas em redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais. Em alguns casos, segundo a advogada, ferramentas de inteligência artificial já têm sido usadas para criar imagens falsas e tentar enganar pessoas em operações financeiras e comerciais.
Para Kezia, o enfrentamento desse problema depende diretamente da educação digital. Ela defende que os usuários aprendam a verificar informações, confirmar identidades e redobrar a atenção antes de realizar qualquer transferência, assinatura de contrato ou aplicação financeira.
No campo dos investimentos, a orientação da diretora jurídica é que interessados em ativos digitais estudem com cuidado cada projeto antes de aplicar recursos. Um dos documentos considerados essenciais é o White Paper, que apresenta objetivos, funcionamento, governança, tecnologia e planejamento estratégico do ativo.
A especialista também reforça a importância da diversificação. Para ela, o investidor precisa conhecer seu perfil, organizar as finanças pessoais e evitar concentrar todo o patrimônio em uma única aplicação, especialmente em mercados ainda em fase de consolidação regulatória.
Com o avanço da digitalização da economia, o desenvolvimento sustentável dos ativos virtuais no Brasil dependerá da combinação entre inovação tecnológica, regulação eficiente e educação financeira. Para empresas do setor, como o Grupo BDM, o desafio será crescer sem perder de vista transparência, segurança operacional e proteção ao consumidor.
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