Política / Justiça
Relatório médico aponta sonolência e fadiga em Jair Bolsonaro após uso de medicamentos
Defesa apresentou ao STF pareceres sobre estado de saúde do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por decisão de Alexandre de Moraes
12/07/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
Relatórios médicos enviados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que o ex-presidente apresentou fadiga, sonolência e instabilidade no equilíbrio corporal como possíveis efeitos colaterais dos medicamentos que utiliza. Os sintomas, segundo os documentos, ocorreram em menor intensidade e frequência.
Os pareceres foram apresentados no contexto da prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 3 de julho. Apesar dos efeitos relatados, os documentos indicam que Bolsonaro mantém quadro de saúde considerado estável em relação à semana anterior.
O relatório semanal assinado pelo médico Brasil Caiado afirma que o ex-presidente apresenta “certa estabilidade dos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior”. O documento também registra resposta considerada satisfatória ao tratamento, com sinais progressivos de melhora, principalmente no controle da pressão arterial e das crises de soluço, após ajuste de medicação iniciado há cerca de um mês.
Ainda conforme o parecer médico, Bolsonaro segue uma rotina com dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados preventivos para reduzir o risco de quedas e de refluxo gastroesofágico.
Outro relatório, elaborado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, descreve duas sessões realizadas com o ex-presidente durante a semana. Na primeira, na segunda-feira, 6 de julho, Bolsonaro apresentou boa mobilidade e realizou atividades funcionais de forma normal, sem queixas.
Na segunda avaliação, feita na quinta-feira, 9 de julho, o fisioterapeuta registrou que Bolsonaro estava “um pouco mais cansado e indisposto”, mas conseguiu realizar a sessão. O documento informa ainda que ele estava bem e sem queixa de dor, com recomendação de continuidade do tratamento.
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada por Alexandre de Moraes no início do mês. Na quarta-feira, 8 de julho, após operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente, a Polícia Federal apreendeu uma escopeta, apontada como a última arma registrada em nome dele.
Os relatórios médicos apresentados ao STF não indicam agravamento do quadro clínico, mas registram a permanência de efeitos colaterais associados ao uso de medicamentos e a necessidade de acompanhamento contínuo.
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