Saúde / Bem-Estar
Uso prolongado de telas intensifica a fadiga ocular
Ardência, visão borrada e dor na testa são sinais de exaustão visual; especialista orienta como aliviar o desconforto
04/12/2025
09:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O aumento do tempo diante de computadores, celulares e outros dispositivos digitais tem intensificado a fadiga ocular, também chamada de astenopia. A rotina marcada por estímulos constantes, foco prolongado e poucas pausas cria um ambiente propício ao surgimento de sintomas como ardência, visão borrada, peso nas pálpebras e dor na testa — que muitas vezes são confundidos com simples cansaço.
Segundo a oftalmologista Marcia Ferrari, Diretora Clínica do H.Olhos – Hospital de Olhos da Vision One, o esforço contínuo exigido pelas telas sobrecarrega o sistema visual.
“Os olhos não foram feitos para manter a mesma distância focal por horas, especialmente diante de telas brilhantes que exigem atenção contínua”, afirma.
Essa sobrecarga ocorre porque os músculos responsáveis pelo ajuste do foco trabalham intensamente, levando ao esgotamento.
Os sinais de astenopia surgem de forma progressiva, o que faz com que muitos usuários negligenciem o problema.
“A ardência, a visão borrada e a dor na testa são típicos da exaustão visual, mas muitos interpretam como parte da rotina”, explica a especialista.
Ignorar esses sintomas, porém, pode agravar o desconforto e transformar a fadiga ocular em um incômodo persistente.
Além do uso contínuo de telas, diversos fatores contribuem para o problema:
iluminação inadequada;
postura incorreta;
leitura prolongada;
uso de óculos desatualizados ou inadequados.
“Não é apenas o computador; qualquer atividade que exija concentração visual por muito tempo pode gerar astenopia”, reforça a médica.
Mudanças simples de hábito podem prevenir ou reduzir a fadiga ocular. A oftalmologista destaca:
Regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para um ponto distante por 20 segundos.
Boa iluminação: evitar ambientes escuros com telas muito brilhantes.
Postura adequada: manter a tela na altura dos olhos e os pés apoiados no chão.
Pausa estratégica: intervalos curtos para piscar com mais frequência e hidratar a superfície ocular.
Correção visual atualizada: usar óculos prescritos por especialista evita que os olhos trabalhem além do necessário.
O tratamento depende do estilo de vida e da condição visual de cada pessoa. Algumas melhoram apenas com ajustes na rotina; outras precisam investigar ressecamento ocular, erros refrativos ou condições associadas.
“Quando identificamos o problema cedo, conseguimos orientar, tratar e evitar que o desconforto se torne parte da rotina”, conclui a Dra. Marcia Ferrari.
Em um cenário em que a vida digital é cada vez mais intensa, reforçar cuidados com a visão torna-se essencial para preservar conforto, produtividade e saúde ocular a longo prazo.
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