Política / Eleições 2026
Tarcísio de Freitas avalia possíveis nomes para vice em 2026; centrão vê Michelle Bolsonaro como opção imbatível
Governador de São Paulo mantém cautela, mas interlocutores relatam análises sobre perfis ligados ao PL, ex-ministros e ao bolsonarismo
06/09/2025
07:30
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
Embora insista publicamente que será candidato à reeleição em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem feito, em conversas reservadas, conjecturas sobre o perfil e nomes que poderiam compor uma eventual chapa presidencial em 2026. Entre os cotados, segundo aliados que participaram dos encontros, estão integrantes do centrão, ex-ministros do governo Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Aliados relatam que Tarcísio tem sido cuidadoso ao tratar do tema, já que sua movimentação nacional gera desconfiança entre os filhos do ex-presidente. Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticaram a antecipação da sucessão presidencial, classificando-a como “traição” ao espólio político do pai. Desde então, Tarcísio intensificou sua atuação em defesa da anistia ampla a Bolsonaro no Congresso.
Apesar da cautela, o governador ampliou sua presença em pautas nacionais, intensificou críticas ao presidente Lula (PT) e até ensaiou um slogan em evento com empresários: “40 anos em 4”, numa referência a aceleração de avanços.
Entre as hipóteses discutidas nos bastidores, Michelle Bolsonaro é vista por setores da direita como a opção “imbatível” para vice: mulher, evangélica, carismática e com o sobrenome Bolsonaro. Outra possibilidade seria que ela própria concorresse à Presidência em nome do marido, que está inelegível. Neste cenário, Tarcísio permaneceria em São Paulo.
A tendência, porém, é que Michelle mantenha a pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, o que abriria a vaga de vice a outro nome do campo bolsonarista.
Rogério Marinho (PL-RN): senador e ex-ministro do Desenvolvimento Regional, articulador de chapas municipais e bem visto no PL; é lembrado tanto para a vice quanto para a presidência do Senado, caso a direita conquiste maioria.
Tereza Cristina (PP-MS): ex-ministra da Agricultura, considerada por Tarcísio como ativo eleitoral para aproximar a direita do eleitorado feminino.
Quadros do PP e União Brasil: caso Tarcísio se filie ao PL para disputar a Presidência, a vice deve ser negociada com partidos da federação PP-União, em busca de equilíbrio na coligação.
Segundo relatos, Tarcísio enfatiza que só concorrerá se tiver o aval de Jair Bolsonaro, e que a escolha do vice será uma das últimas definições. Até lá, as conversas seguem restritas a projeções e análises de perfil, sem negociações concretas.
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