Política / Eleições 2026
Carlos Bolsonaro critica aproximação com Zema e manda recado a Flávio
Pré-candidato ao Senado por SC cobrou cautela do irmão e associou reforma tributária ao aumento de impostos
27/04/2026
07:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), usou as redes sociais nesta segunda-feira, 27 de abril, para fazer um alerta público ao irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República.
Em publicação no X, antigo Twitter, Carlos Bolsonaro compartilhou uma reportagem de 2023 na qual o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece defendendo a reforma tributária. O tema foi usado por Carlos para criticar uma eventual aproximação de Zema com a chapa presidencial de Flávio.
Na avaliação do ex-vereador, a reforma tributária tem gerado preocupação entre empresários, investidores e trabalhadores por causa da possibilidade de aumento da carga tributária. Carlos Bolsonaro afirmou que, por onde tem passado em Santa Catarina e em outras regiões do país, tem ouvido relatos de apreensão sobre os impactos da mudança.
Na postagem, ele classificou a reforma como um “cargueiro transatlântico de impostos” sobre a população e cobrou mais atenção do irmão em relação às articulações políticas em curso. A mensagem foi publicada em tom de advertência e expôs divergências internas sobre o desenho eleitoral da direita para a disputa nacional.
Romeu Zema é citado nos bastidores como um nome bem avaliado para compor uma eventual chapa presidencial com Flávio Bolsonaro. A possibilidade, no entanto, enfrenta resistência de setores bolsonaristas que veem com desconfiança posições anteriores do ex-governador mineiro, especialmente em temas econômicos e tributários.
Ao se dirigir diretamente ao irmão, Carlos Bolsonaro pediu que Flávio o escute “ao menos um pouco” e disse que ele estaria “mordendo a isca” com facilidade. O ex-vereador também afirmou que confiar em pessoas movidas por outros interesses poderia tornar o caminho político mais difícil.
Apesar da crítica, Carlos Bolsonaro encerrou a manifestação defendendo a união da direita para tentar vencer a eleição presidencial ainda no primeiro turno. A fala reforça o esforço do grupo bolsonarista para manter coesão, mesmo diante de divergências sobre alianças, composição de chapa e estratégia eleitoral.
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