Política / Justiça
Mendonça autoriza quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva a pedido da Polícia Federal
Decisão sigilosa do STF antecedeu deliberação da CPMI do INSS e integra investigação sobre suposto esquema envolvendo operador conhecido como “Careca do INSS”
26/02/2026
16:15
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi concedida em janeiro deste ano, sob sigilo, a pedido da Polícia Federal (PF).
A decisão foi tomada antes mesmo de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar, na quinta-feira (26), a quebra de sigilos do empresário no âmbito das apurações legislativas.
A autorização integra investigação conduzida pela Polícia Federal sobre um suposto esquema de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Relatório da corporação aponta indícios de possível ligação entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, identificado como operador central do esquema investigado.
Segundo o documento, há suspeita de que Lulinha teria atuado como sócio oculto de Antunes em negócios relacionados à estrutura sob investigação.
Em relato prestado à Polícia Federal, a testemunha Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes, afirmou que o empresário teria pago a Lulinha uma mesada de aproximadamente R$ 300 mil.
Edson Claro declarou ainda que estaria sofrendo perseguições por parte de Antunes, o que também passou a integrar o conjunto de informações analisadas pelos investigadores.
Com a quebra de sigilos autorizada pelo STF, a Polícia Federal poderá acessar movimentações financeiras, dados fiscais e registros telemáticos vinculados ao empresário, a fim de verificar eventual conexão com os fatos investigados.
O caso segue sob apuração, tanto no âmbito judicial quanto no legislativo, por meio da CPMI do INSS.
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