Política Nacional
Valdemar descarta terceira via e amplia críticas a Kassab em jantar com empresários
Presidente do PL afirma que disputa presidencial deve se concentrar entre Lula e Flávio Bolsonaro e defende vice do partido na chapa de Tarcísio
24/02/2026
08:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não vê espaço para uma terceira via na eleição presidencial e fez críticas públicas ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, durante jantar com empresários realizado na região da Faria Lima, em São Paulo, na noite de segunda-feira (23).
Ao lado do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, Valdemar declarou que considera improvável que candidatos de outras siglas consigam romper a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, o cenário eleitoral tende a se concentrar nos dois nomes já colocados como polos opostos.
“O ideal seria que houvesse união já no primeiro turno”, afirmou o dirigente, ao defender alinhamento antecipado das forças da direita.
Valdemar avaliou que o PSD enfrentará dificuldades para lançar candidatura própria ao Planalto. Ele mencionou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e apontou limitações de alcance eleitoral fora do estado. O presidente do PL não citou nominalmente o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também apontado como pré-candidato.
Em tom crítico, o dirigente afirmou que Kassab teria cometido erro estratégico em 2022 ao não aceitar compor como vice na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo. Segundo Valdemar, a decisão teria enfraquecido o espaço do PSD na articulação estadual.
Após o jantar, em entrevista a jornalistas, o presidente do PL admitiu que considera possível um eventual apoio do PSD a Lula em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro, citando a presença da legenda em ministérios do governo federal.
Valdemar também defendeu que o PL ocupe a vaga de vice em eventual chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas, argumentando que o partido possui a maior bancada na Assembleia Legislativa paulista. Ele afirmou que, na eleição anterior, teria cedido espaço ao PSD, mas que agora o cenário político justificaria mudança na composição.
A declaração ocorre em meio a tensões envolvendo o vice-governador Felício Ramuth (PSD), que teve US$ 1,6 milhão bloqueados pela Justiça de Andorra sob suspeita de lavagem de dinheiro. Ramuth nega irregularidades e afirma que os valores foram devidamente declarados à Receita Federal.
Durante o evento, Valdemar também comentou a repercussão jurídica envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula. O dirigente classificou como “absurda” a tentativa de caracterizar propaganda eleitoral antecipada e minimizou os efeitos práticos de eventual sanção.
Segundo ele, levantamento interno do partido, não registrado, indicaria que o presidente teria perdido apoio em São Paulo após a exposição durante o Carnaval.
As declarações reforçam o ambiente de disputa e realinhamento político que antecede as definições formais para a eleição presidencial, ampliando o debate sobre alianças, vice-presidências e estratégias partidárias.
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