Política Internacional
Trump faz ameaças a Cuba, defende fim do regime e sugere Marco Rubio como futuro presidente da ilha
Após ação dos EUA na Venezuela, republicano usa redes sociais para pressionar Havana e fala em “acordo antes que seja tarde”
11/01/2026
15:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Cuba neste domingo (11) ao publicar e republicar uma série de mensagens nas redes sociais defendendo a derrubada do regime socialista cubano, no que chamou de uma possível “sequência histórica de vitórias” após a captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
Trump compartilhou uma publicação do ex-redator da Casa Branca Marc Thiessen, na qual se afirma que o regime cubano resistiu a todos os presidentes americanos desde 1961, mas que isso poderia mudar sob a liderança do republicano.
“Seria incrível se Trump acabasse com o sistema político cubano”, escreveu Thiessen, em mensagem endossada pelo presidente.
Em outro post, Trump concordou com a ideia de que 2026 poderia marcar o fim de regimes que há décadas desafiam Washington:
“Seria uma sequência incrível de vitórias se duas décadas de comunismo na Venezuela, cinco décadas de mulás iranianos e quase sete décadas de Fidel Castro em Cuba fossem revertidos em 2026”, dizia uma das publicações republicadas pelo presidente.
Entre os comentários compartilhados, um apoiador sugeriu que o atual secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderia se tornar presidente de Cuba após uma eventual mudança de regime. Trump respondeu:
“Isso me parece bom.”
Rubio é filho de imigrantes cubanos e um dos mais duros críticos do governo de Havana dentro do Partido Republicano.
Sem anunciar medidas concretas, Trump deixou claro que Cuba deve se submeter às exigências dos EUA.
“Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Nada! Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”, escreveu.
Trump também afirmou que Cuba dependia do petróleo e do dinheiro da Venezuela em troca de “serviços de segurança”, relação que, segundo ele, teria sido rompida após a entrada dos Estados Unidos no controle da situação venezuelana.
Cuba está submetida a um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, imposto pelo então presidente John F. Kennedy. O bloqueio inclui:
Restrições comerciais
Sanções a navios que atracam em portos cubanos
Proibição de negócios de empresas com mais de 10% de capital americano
Em outubro de 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou, pela 32ª vez consecutiva, uma resolução pedindo o fim do embargo, com 187 votos a favor, uma abstenção (Moldávia) e apenas dois votos contrários: Estados Unidos e Israel.
A ilha vive a maior crise econômica desde a Revolução de 1959, com:
Escassez de alimentos
Falta de combustível
Cortes de energia
Colapso de serviços públicos
Segundo dados da PDVSA, entre janeiro e novembro do último ano, a Venezuela enviou em média 27 mil barris de petróleo por dia a Cuba, cobrindo cerca de 50% do déficit energético do país. A recente decisão dos EUA de bloquear petroleiros venezuelanos ameaça cortar esse fornecimento, agravando ainda mais a crise cubana.
Além de Cuba, os EUA exigiram a retirada de assessores e militares cubanos, chineses, russos e iranianos da Venezuela, em exigência apresentada pelo secretário de Estado Marco Rubio à presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez.
Atualmente, Cuba é presidida por Miguel Díaz-Canel, no poder desde 2018. Ele também lidera o Partido Comunista de Cuba desde 2021 e cumpre seu segundo e último mandato, iniciado em 2023.
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