Política / Justiça
Moraes impõe tornozeleira eletrônica a sexto investigado por vazamento de dados do STF
Polícia Federal cumpre mandado no Rio; apuração integra o inquérito das fake news, aberto em 2019
26/02/2026
07:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instalação de tornozeleira eletrônica em mais um investigado no inquérito que apura supostos vazamentos de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares. A medida foi cumprida pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro.
Com a nova decisão, a investigação soma seis alvos atingidos por medidas cautelares, incluindo busca e apreensão e monitoramento eletrônico. O procedimento está vinculado ao chamado inquérito das fake news, instaurado em 2019, do qual Moraes é relator.
Na semana anterior, em 19 de fevereiro, o ministro já havia determinado medidas semelhantes contra um vigilante que atuava na Receita Federal, também sob suspeita de envolvimento nos acessos indevidos. O nome do investigado não foi divulgado.
Em 17 de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou operação contra quatro pessoas suspeitas de acessar sistemas restritos da Receita e consultar dados de integrantes do STF sem justificativa funcional.
Entre os alvos estavam o servidor do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), cedido à Receita, Luiz Antônio Martins Nunes, além dos técnicos Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e do auditor Ricardo Mansano de Moraes.
Nota divulgada pelo STF à época informou que foi identificado um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.
Ruth Machado dos Santos, agente administrativa, é investigada por suposto acesso a dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em depoimento à PF, ela afirmou que realizava atendimento presencial no momento dos acessos.
Já o auditor Ricardo Mansano de Moraes é suspeito de ter consultado informações fiscais de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, filha da advogada Guiomar Feitosa. Segundo apuração, teriam sido acessados dados referentes aos anos de 2008 e 2024.
A defesa de Mansano declarou que ele é um “profissional de reputação ilibada”, sustentando que os fatos serão esclarecidos e que não houve acesso integral aos elementos da investigação.
As apurações ocorrem em meio à repercussão envolvendo a liquidação do Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Reportagem do jornal O Globo revelou que o banco contratou o escritório de advocacia da esposa de Moraes por 36 meses, a partir do início de 2024, com previsão de pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.
A divulgação de informações relacionadas ao caso intensificou suspeitas de possíveis vazamentos de dados protegidos por sigilo fiscal e bancário, motivando a determinação de rastreamento de acessos irregulares.
O inquérito segue sob relatoria de Alexandre de Moraes, que avalia a extensão dos acessos e eventual responsabilização administrativa e criminal dos envolvidos.
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