Política Internacional
Nelsinho alerta América Latina para interesses dos EUA em petróleo e terras raras da Venezuela
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado aponta geopolítica por trás da operação que resultou na captura de Nicolás Maduro
07/01/2026
07:15
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), afirmou nesta terça-feira (6) que países da América Latina devem manter o alerta ligado diante dos possíveis interesses estratégicos dos Estados Unidos na Venezuela, especialmente relacionados a petróleo, terras raras e minerais estratégicos.
Segundo o parlamentar, a operação que terminou com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, não pode ser analisada apenas sob a ótica política ou jurídica. “Por trás disso tudo, você sabe que a Venezuela é a maior reserva de petróleo do mundo”, afirmou Nelsinho.
De acordo com o senador, a CRE acompanha atentamente os desdobramentos desde a operação na Venezuela. Ele ressaltou que o país mantinha uma parceria sólida com a China, o que reforça o peso geopolítico da situação.
“Tanto é que, horas antes de ser capturado e levado para os Estados Unidos, o governo venezuelano, ainda liderado por Maduro, estava em reunião com autoridades chinesas”, destacou.
Para Nelsinho, esse contexto reforça a hipótese de que a ação tenha como pano de fundo as riquezas naturais venezuelanas. “Há interesse não apenas na reserva de petróleo, que já é explorada por empresas americanas, mas também nas terras raras e minerais raros, abundantes naquele país”, afirmou.
O senador classificou o episódio como um reflexo direto da geopolítica internacional. “Essa é a geopolítica que está sendo evidenciada por trás de toda essa história”, disse. Para ele, o momento exige atenção redobrada dos países da região.
“Cabe a nós, países de toda a América Latina, ficar com o radar ligado, para evitar que isso se torne uma prática”, alertou.
Nelsinho também citou outros focos de tensão no continente, mencionando ameaças envolvendo Colômbia e México, e defendeu cautela na condução diplomática. “É preciso muita calma nessa hora. Vamos tratar a questão da Venezuela de forma pontual e focada”, afirmou ao comentar a atuação da CRE.
O parlamentar levantou ainda a possibilidade de que a operação tenha ocorrido com algum tipo de acordo prévio. Segundo ele, chama atenção a rapidez da ação e a ausência de informações detalhadas sobre eventuais baixas entre aliados de Maduro.
Nelsinho observou que a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando do país, passou a adotar um discurso alinhado aos Estados Unidos. “A curto prazo, já se vê a vice-presidente com falas em consonância com o discurso americano, indicando uma possível gestão compartilhada”, avaliou.
Apesar das suspeitas, o senador reforçou que os fatos ainda precisam ser esclarecidos. “O tempo vai dizer. Muitas coisas ainda serão evidenciadas e isso exige de nós cautela e acompanhamento atento”, concluiu.
Se quiser, posso enxugar para nota curta, adaptar para análise geopolítica, ou preparar uma versão com destaque institucional da CRE para publicação oficial.
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