Política / Economia
Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor nesta quinta-feira; veja como foi calculado e o impacto do reajuste
Aumento de 6,79% já vale para salários e benefícios pagos a partir de fevereiro
01/01/2026
06:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, passa a valer a partir desta quinta-feira (1º) em todo o país. O valor representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e já será aplicado aos salários e benefícios referentes a janeiro, com pagamento previsto para o início de fevereiro.
O aumento considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC, somada a um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal. Com isso, o valor final ficou abaixo do previsto no Orçamento de 2026 (R$ 1.631) e também menor do que a estimativa divulgada pelo governo no fim de novembro (R$ 1.627).
O novo mínimo vale para trabalhadores formais que recebem o piso nacional (ou múltiplos dele) e para benefícios vinculados ao valor, como:
Aposentadorias e pensões
Seguro-desemprego
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
Todos esses pagamentos já serão feitos com o valor reajustado no próximo calendário.
O salário mínimo é a menor remuneração legal que um trabalhador pode receber no Brasil. A Constituição determina que ele seja nacionalmente unificado e suficiente para atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família, com reajustes periódicos para preservar o poder de compra.
Segundo o Dieese, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.067,18 em novembro, o equivalente a 4,66 vezes o piso vigente naquele período.
Dados do Dieese apontam que o salário mínimo serve como referência direta ou indireta para 59,9 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que recebem o piso, o valor impacta aposentadorias, benefícios sociais e também exerce influência sobre o salário médio e o poder de compra da população.
Se fosse aplicado apenas o reajuste constitucional pela inflação, o salário mínimo passaria de R$ 1.518 para cerca de R$ 1.582, considerando o INPC de 4,18%.
No entanto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a política de valorização do salário mínimo, que prevê aumento acima da inflação. Pela regra aprovada em 2023, o cálculo considera:
A inflação medida pelo INPC
O crescimento real do PIB de dois anos antes
Como o PIB de 2024 cresceu 3,4%, o reajuste poderia levar o salário a R$ 1.636. Porém, uma lei aprovada em dezembro limitou o ganho real a 2,5%, conforme o arcabouço fiscal.
Com isso, o cálculo final ficou assim:
Inflação (INPC): 4,18%
Ganho real limitado: 2,5%
Salário mínimo em 2026: R$ 1.621
O reajuste do salário mínimo tem efeito direto sobre as despesas do governo federal. Isso ocorre porque benefícios previdenciários e assistenciais não podem ser inferiores ao piso nacional.
De acordo com estimativas oficiais:
Cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera impacto de cerca de R$ 420 milhões por ano
O aumento de R$ 103 em 2026 representa um crescimento aproximado de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias
Esse crescimento pressiona o orçamento, reduzindo a margem para gastos discricionários, que financiam políticas públicas e investimentos do governo federal.
O reajuste do salário mínimo, portanto, segue como um dos principais fatores de impacto fiscal e permanece no centro do debate econômico entre valorização da renda e controle das contas públicas.
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