Política / Justiça
Cirurgia de Bolsonaro no Natal deve durar de três a quatro horas, diz médico
Procedimento é considerado padronizado e de menor risco em comparação à cirurgia de emergência realizada em abril
24/12/2025
08:15
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
A cirurgia à qual o ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido no dia de Natal, quinta-feira (25), deve durar entre três e quatro horas. A estimativa foi feita pelo cirurgião-geral Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Segundo o médico, o procedimento — uma herniorrafia inguinal — é padronizado e apresenta menor risco de complicações. Birolini ponderou que toda cirurgia envolve complexidade, mas destacou que, neste caso, o cenário é significativamente mais simples do que o enfrentado anteriormente.
“É muito mais simples por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência, no que chamamos de ‘abdome hostil’”, afirmou o cirurgião, ao comparar com a operação realizada em abril, que durou cerca de 12 horas.
Na terça-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a internação de Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília, para a realização da cirurgia.
De acordo com pessoas próximas ao ex-presidente, ele deve deixar a sede da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (24). O preparo pré-operatório está previsto para ocorrer ainda hoje, enquanto o procedimento cirúrgico deve ser realizado na manhã de quinta-feira (25).
Ainda não há definição sobre o horário do bloqueio anestésico do nervo frênico, etapa que pode integrar o protocolo anestésico do procedimento.
A hérnia inguinal ocorre quando há frouxidão ou abertura na parede abdominal ou pélvica, permitindo que partes do intestino ou outros tecidos se projetem para fora da cavidade abdominal, formando um abaulamento na região da virilha, geralmente acompanhado de dor ou desconforto, especialmente durante esforços físicos.
O quadro é classificado como bilateral quando afeta simultaneamente as regiões direita e esquerda da virilha.
Conforme explicou anteriormente ao Estadão o cirurgião do aparelho digestivo Paulo Barros, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a cirurgia consiste em reposicionar o conteúdo abdominal e implantar uma tela de polipropileno na área afetada. Essa tela atua como reforço da parede abdominal, fechando a abertura responsável pela hérnia.
O procedimento pode ser realizado de duas formas:
Cirurgia aberta, com incisão na região da virilha
Cirurgia laparoscópica, com pequenas incisões de 5 a 8 milímetros, utilizando uma câmera interna
A técnica laparoscópica pode ser feita com ou sem auxílio de tecnologia robótica, a depender da avaliação médica e das condições clínicas do paciente.
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