Política Internacional
Eduardo Bolsonaro diz trabalhar contra missão do Senado nos EUA: "Eu torço para que fracassem"
Deputado critica viagem de senadores para negociar tarifa de Trump e reforça que solução exige anistia para condenados por tentativa de golpe
28/07/2025
20:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (28) que está trabalhando ativamente para atrapalhar a missão oficial do Senado que foi aos Estados Unidos negociar a revogação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo presidente americano Donald Trump. “Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo”, declarou o parlamentar em entrevista ao SBT News.
A comitiva do Senado, composta por oito senadores de diferentes partidos, iniciou sua agenda em Washington com encontros no setor privado e articulações para reuniões com membros do governo americano. A missão tem como objetivo reverter ou adiar a sobretaxa, considerada prejudicial à economia brasileira.
Eduardo, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou a abordagem da comitiva e afirmou que a missão “está fadada ao fracasso”, por tentar resolver um problema que, segundo ele, não é apenas econômico, mas político e institucional.
“O problema é uma crise institucional, dentro do Judiciário, e não meramente econômico. Se o Brasil der um primeiro passo para mostrar que está disposto a resolver essa situação, o Trump abre uma mesa de negociação”, declarou.
Na entrevista, o deputado reforçou sua defesa da anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro. Ele entende que a imposição da tarifa é uma forma de pressionar o Congresso Nacional e autoridades brasileiras a concederem perdão aos condenados.
“Eles (os senadores) vêm com uma visão estritamente comercial da coisa. O Trump já deixou claro, em declarações e até em uma carta, que o problema é institucional”, argumentou Eduardo.
O parlamentar ainda acusou a missão de “prolongar o sacrifício dos brasileiros” ao não apresentar uma proposta de anistia. Para ele, a tarifa deve ser mantida porque “o Brasil tem sido ineficiente em dar a resposta” esperada pelo governo norte-americano.
Na carta em que anunciou o tarifaço, o presidente Donald Trump afirmou que “o modo como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro é uma desgraça internacional” e exigiu o fim do julgamento que investiga a participação de Bolsonaro na trama golpista de 2022.
Segundo fontes próximas à articulação internacional, Eduardo Bolsonaro participou de reuniões onde o tarifaço foi discutido, evidenciando seu alinhamento com a medida.
A tarifa de 50% imposta por Trump está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
O governo brasileiro e o setor produtivo tentam evitar a medida, que afeta exportações de aeronaves, aço, carne e produtos agrícolas.
A postura de Eduardo gerou reações entre senadores, que classificaram as declarações como sabotagem institucional.
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