Coluna do Simpi
Receita Federal notifica mais de 1,2 milhão de empresas para exclusão do Simples! Dez mil só em Rondônia
01/04/2026
20:00
SIMPI
Mais de 1 milhão e 200 mil pequenas empresas em todo o Brasil, sendo quase 10 mil em Rondônia, foram notificadas pela Receita Federal com o Termo de Exclusão do Simples Nacional. O alerta atinge empresas optantes pelo regime, incluindo Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), e acende um sinal de atenção para empresários que possuem pendências fiscais e podem ser excluídos automaticamente do sistema. As notificações foram disponibilizadas entre os dias 20 e 23 de março no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), acompanhadas de um relatório com o detalhamento dos débitos existentes junto à Receita Federal e/ou à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
A consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais digitais, por meio do próprio DTE-SN ou do portal e-CAC, no site da Receita Federal, já que esse tipo de comunicação não é enviado pelos Correios. A partir da leitura da notificação, começa a contar o prazo de 90 dias para que o empresário regularize a situação. Caso isso não aconteça, a empresa poderá ser excluída do Simples Nacional, o que representa um impacto direto e severo na carga tributária.
Em alguns casos, os custos podem mais que dobrar. Um exemplo é o do MEI, que hoje paga em torno de R$ 85 por mês e pode passar a arcar com valores superiores a R$ 1.800 mensais fora do regime, o que pode comprometer a continuidade do negócio. Apesar da gravidade da situação, ainda há possibilidade de regularização. O empresário pode quitar os débitos à vista ou optar pelo parcelamento, com chance de obter descontos que podem chegar a até 70% do valor da dívida.
Nos casos em que houver discordância em relação à exclusão, também é possível apresentar contestação em até 20 dias úteis após a ciência da notificação, de forma totalmente online, conforme as orientações da Receita Federal. As empresas que não resolverem suas pendências dentro do prazo serão excluídas do Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027. No caso dos microempreendedores individuais, haverá ainda o desenquadramento automático do Simei.
Diante desse cenário, a orientação é que os empresários consultem imediatamente sua situação fiscal e busquem apoio especializado caso tenham dúvidas ou precisem de ajuda para regularizar a empresa. O Simpi disponibiliza atendimento para os empreendedores que estejam nessa condição ou que ainda não tenham certeza sobre a possível exclusão. O contato pode ser feito pelos WhatsApp (69) 99933-0396 e (69) 98406-9045. A recomendação é não deixar para depois. Regularizar a situação agora pode ser decisivo para proteger a saúde financeira e o futuro do negócio.
Assista: https://youtu.be/3javylBjPzY
Petróleo a U$200? Impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã
Os impactos econômicos do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já se manifestam de forma relevante no cenário internacional, especialmente diante da duração prolongada dos confrontos e da ausência de definição sobre seu encerramento. Inicialmente considerado um episódio de rápida resolução, o conflito se estende por aproximadamente um mês, sem alterações estruturais no regime iraniano, que permanece atuante mesmo após perdas em sua cúpula. A reação interna não resultou em mobilização suficiente para alterar o quadro político, o que contribui para a continuidade das hostilidades.
De acordo com o economista Hudson Bessa, ao longo desse período observa-se uma condução externa marcada por alternância entre sinais de encerramento, tentativas de negociação e recuos, o que amplia a incerteza global. Esse comportamento impacta diretamente os mercados, que passam a reagir com maior sensibilidade a declarações e movimentos políticos. No campo econômico, um dos principais efeitos está na elevação do preço do petróleo. A cotação, que estava próxima de 70 dólares no início do conflito, ultrapassou os 100 dólares, com picos entre 110 e 120 dólares, estabilizando-se posteriormente em torno de 105 dólares.
Esse movimento está relacionado à importância do Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, tornando a região um ponto crítico para a oferta global. A redução ou o risco de interrupção no fluxo pressiona os preços internacionais. O encarecimento do petróleo impacta diretamente os preços de combustíveis e energia, gerando pressão inflacionária em diversas economias. Como resposta, bancos centrais adotam posturas mais cautelosas. No Brasil, a redução da taxa de juros ocorreu em ritmo inferior ao esperado, com sinalização de dependência de dados futuros para novas decisões. Nos Estados Unidos, a manutenção das taxas sem indicação de cortes reforça a prioridade no controle da inflação.
O ambiente de juros mais elevados resulta em aumento do custo de capital, encarecimento do crédito e redução da demanda. Esses fatores afetam a rentabilidade das empresas e limitam a expansão econômica. A combinação entre inflação pressionada e política monetária restritiva contribui para um cenário de crescimento mais moderado. Paralelamente, a instabilidade geopolítica intensifica a volatilidade dos mercados financeiros. Oscilações em preços de ativos, commodities e moedas tornam-se mais frequentes, dificultando previsões e planejamento. Esse contexto reduz a visibilidade para decisões de médio e longo prazo. Diante desse cenário, observa-se uma tendência de crescimento econômico mais contido, associada a custos financeiros elevados e maior incerteza. Empresas operam com perspectivas de receitas mais moderadas e enfrentam desafios adicionais na definição de estratégias, exigindo acompanhamento constante das condições econômicas e ajustes frequentes no curto prazo.
Assista: https://youtu.be/ipg_8hs9NQQ
Axiopay e Feempi/Simpi firmam parceria estratégica para impulsionar micro e pequenas empresas
A Axiopay anunciou parceria com o Feempi/Simpi para oferecer soluções de pagamento com condições exclusivas a micro e pequenas empresas. A iniciativa busca reduzir custos, ampliar a competitividade e facilitar a gestão financeira dos empreendedores. Entre os principais benefícios estão taxas diferenciadas, acesso a uma área digital exclusiva, tecnologia integrada de pagamentos e antecipação de recebíveis. Com a nova aliança, a Axiopay passa a disponibilizar uma área dedicada exclusivamente aos associados do SIMPI em sua plataforma. O objetivo é centralizar as soluções de pagamento — como checkout transparente, antecipação de recebíveis e gestão de cobranças — em um ambiente customizado, simplificando a jornada digital do empreendedor industrial.
A plataforma também passa a incluir um módulo de CRM para gestão de funcionários e associados. A Axiopay, fintech que vem transformando a maneira como empresas gerenciam suas transações financeiras, deu um passo decisivo em sua evolução tecnológica. Já consolidada como um dos gateways de pagamento mais robustos do mercado, a plataforma agora integra um módulo de CRM (Customer Relationship Management) de última geração, desenhado especificamente para suprir uma lacuna crítica: a gestão inteligente de funcionários em empresas e de associados em sindicatos e entidades de classe.
Com essa atualização, a Axiopay deixa de ser apenas uma ferramenta de cobrança para se tornar um sistema de gestão operacional completo, unindo a solidez financeira à inteligência de dados. Segundo a empresa, a expectativa é que a medida simplifique operações e permita que os empresários foquem no crescimento dos negócios em um cenário cada vez mais digital. Os associados interessados já podem acessar o portal da parceria através do link oficial https://axiopay.com.br. No espaço, o empresário encontrará o passo a passo para integração do gateway e o suporte técnico especializado para a ativação das taxas promocionais.
Saiba mais: https://axiopay.com.br
Imposto de Renda 2026: prazo, organização e cuidados no envio da declaração
A obrigatoriedade tributária se mantém como elemento recorrente na rotina dos contribuintes, especialmente no início de cada ano, quando são recebidas cobranças como IPTU, IPVA e as comunicações relacionadas à entrega da declaração do Imposto de Renda. Em 2026, o período para envio da declaração apresenta um intervalo definido, exigindo atenção ao prazo estabelecido e à organização das informações necessárias.
O auditor e perito contador Vitor Stankevicius chama atenção para o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda em 2026, que inicia em 23 de março e se encerra em 29 de maio, totalizando 67 dias. A data final difere do padrão de anos anteriores, o que exige atenção para evitar atrasos. O cumprimento do prazo é um dos principais pontos para evitar penalidades. A preparação antecipada envolve a reunião de documentos como informes de rendimentos, comprovantes de pagamentos e demais registros financeiros do período. A organização dessas informações permite maior controle no preenchimento e reduz a probabilidade de inconsistências.
A utilização da declaração pré-preenchida, disponibilizada pela Receita Federal, pode facilitar o processo, especialmente pela agilidade no preenchimento e pela possibilidade de priorização na restituição. No entanto, as informações apresentadas nesse modelo não possuem caráter definitivo. Os dados são fornecidos com base em informações transmitidas por terceiros, podendo conter divergências ou omissões. Dessa forma, permanece a responsabilidade do contribuinte em verificar todos os dados antes do envio. A conferência detalhada das informações é necessária para evitar inconsistências que possam resultar em retenção da declaração para análise. A identificação de erros após o envio pode levar à necessidade de retificação ou à aplicação de encargos, como multas e juros. O envio correto da declaração depende, portanto, da combinação entre organização prévia, atenção aos prazos e validação cuidadosa das informações, reduzindo riscos e garantindo conformidade com as exigências fiscais.
Assista: https://youtu.be/9crEVGDC8tM
Reforma Tributária Silenciosa: mudanças no Imposto de Renda avançam paralelamente à reforma do consumo
A reforma tributária no Brasil avança não apenas sobre os tributos relacionados ao consumo, mas também sobre a estrutura do Imposto de Renda, por meio de alterações legislativas implementadas de forma paralela. Enquanto a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços e do Imposto sobre Bens e Serviços marca a mudança no sistema de consumo, outras modificações vêm sendo introduzidas no campo da tributação da renda, como observa o advogado tributarista Mario Franco.
A partir do próximo ano, inicia-se a implementação do novo modelo sobre consumo, com a substituição de tributos como PIS e COFINS. Paralelamente, observa-se um conjunto de medidas que alteram a forma de incidência do Imposto de Renda, com impacto direto sobre pessoas físicas e jurídicas. Uma das mudanças refere-se à tributação de rendimentos obtidos no exterior por meio de estruturas offshore. A legislação passou a prever a incidência automática de imposto sobre esses rendimentos, independentemente da distribuição de lucros ao titular. Com isso, valores ainda não disponibilizados ao contribuinte passam a ser considerados para fins de tributação.
Outra alteração relevante envolve as subvenções para investimento concedidas por estados. Esses incentivos, anteriormente excluídos da base de cálculo do Imposto de Renda, passaram a ser tratados como créditos sujeitos a verificação mais rigorosa antes de sua utilização. A mudança altera a forma de aproveitamento desses benefícios fiscais. Também foram introduzidas modificações na tributação de dividendos. Passou a existir incidência de imposto na fonte, com alíquota de 10%, além da previsão de uma tributação mínima para contribuintes com rendimentos mais elevados. Essa medida foi acompanhada por ajustes que incluem faixas de isenção para rendas menores.
Além disso, a legislação recente estabeleceu a redução progressiva de benefícios fiscais em diferentes setores da economia, com exceção de regimes específicos como o Simples Nacional. Essa redução altera o volume de incentivos disponíveis e impacta o planejamento tributário de empresas. O conjunto dessas medidas evidencia mudanças estruturais na tributação da renda, implementadas de forma simultânea à reforma dos tributos sobre consumo. O cenário resultante apresenta novas regras de apuração, ampliação da base tributável e revisão de benefícios fiscais, exigindo adaptação por parte dos contribuintes e revisão de estratégias fiscais.
Assista: https://youtu.be/JWAyGa74qT4
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