Política Internacional
Trump elogia Lula e diz que brasileiro terá papel central em conselho para reconstrução de Gaza
Presidente dos EUA afirma “gostar de Lula” e reforça convite para que o Brasil integre o Conselho de Paz proposto por Washington
20/01/2026
21:00
DA REDAÇÃO
©ARQUIVO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ter um papel de destaque no Conselho de Paz para Gaza, órgão anunciado recentemente por Washington com foco na reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito.
Durante entrevista coletiva, Trump elogiou Lula e reforçou o convite já feito ao governo brasileiro.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou o presidente norte-americano.
Na mesma fala, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas, ao afirmar que o novo conselho poderia, em parte, substituir o papel da entidade internacional.
“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura desse potencial”, disse. Segundo Trump, o organismo multilateral falhou na mediação de conflitos que ele afirma ter ajudado a encerrar sem apoio formal da instituição.
O governo brasileiro confirmou que recebeu oficialmente o convite na sexta-feira (16), mas informou que Lula ainda não tomou uma decisão sobre a participação do Brasil no novo conselho.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente optou por uma análise cautelosa das implicações geopolíticas, diplomáticas e financeiras antes de qualquer resposta formal. O tema foi tratado em reunião realizada na segunda-feira (19) entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Planalto.
A equipe presidencial avalia o documento enviado pelos Estados Unidos sem prazo definido para resposta. Entre os principais pontos em análise estão:
a composição do conselho e os países que devem aderir à iniciativa;
o posicionamento diplomático desses países em relação ao conflito na Faixa de Gaza;
os impactos orçamentários e possíveis obrigações financeiras;
os objetivos políticos e de segurança, incluindo a transição administrativa e a reconstrução do território;
a necessidade de articulação prévia com países estratégicos envolvidos no tema.
Anunciado por Trump na última semana, o Conselho de Paz para Gaza prevê a participação de cerca de 60 países, com mandato inicial de três anos. O texto do projeto estabelece a existência de membros permanentes, condição que exigiria o aporte de US$ 1 bilhão ao fundo do conselho já no primeiro ano de funcionamento.
Além de Lula, outros chefes de Estado receberam convites, mas a proposta tem sido recebida com cautela internacional. Alguns líderes, como Emmanuel Macron, já descartaram participação, citando dúvidas sobre a legitimidade, o escopo e a governança do novo órgão.
Integram o conselho, na condição de membros-fundadores, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além do enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff e do empresário Jared Kushner.
A criação do conselho integra a segunda fase do plano de 20 pontos apresentado por Trump para o encerramento do conflito em Gaza, com foco na desmilitarização, reconstrução e reorganização política do território.
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