Campo Grande (MS), Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Política / Eleições 2026

Bolsonaristas cobram apoio mais firme de Tarcísio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Governador de São Paulo evita engajamento público e gera insatisfação no núcleo duro do bolsonarismo

13/01/2026

09:15

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A postura discreta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em relação à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) vem gerando desconforto e críticas dentro do bolsonarismo. Embora Tarcísio tenha afirmado a jornalistas que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro poderá contar com seu apoio, aliados de Flávio reclamam da falta de gestos públicos, participação em eventos e manifestações nas redes sociais.

Desde o anúncio da pré-candidatura, em dezembro, Tarcísio não participou de agendas políticas do senador, como o almoço com empresários em São Paulo, e só aborda o tema quando é questionado pela imprensa.

Pressão interna e apelidos

Entre bolsonaristas, o governador já passou a ser chamado de “Tarcísio Garcia”, em alusão ao ex-governador paulista Rodrigo Garcia, que adotou postura neutra em 2022 e acabou fora do segundo turno. A ala mais ideológica teme que Tarcísio esteja evitando compromisso claro e alertam que ele pode ser rotulado como traidor caso não se engaje de forma aberta na campanha.

Defesa do governador

Aliados de Tarcísio afirmam que a cobrança é precipitada e que o governador está focado na gestão estadual. Segundo eles, o momento é de articulação partidária, tarefa que caberia ao próprio Flávio Bolsonaro, não ao governador paulista.

O ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, também defendeu Tarcísio:

“Há que se respeitar o tempo de cada pessoa. Nem tudo ocorre na janela temporal que terceiros desejam. A relação do governador com o presidente é de total lealdade, respeito e amizade.”

Lealdade em jogo

O senador Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do partido, afirmou que Tarcísio não quer repetir o destino de políticos que foram vistos como desleais ao bolsonarismo, como João Doria.

“Ele não vai querer nunca ser um Doria, ficar com viés de traidor”, disse Nogueira, que também afirmou que Tarcísio já lhe garantiu que apoiará Flávio Bolsonaro.

Desconforto nos bastidores

Integrantes do PL avaliam que o governador ficou frustrado com a forma como a pré-candidatura de Flávio foi anunciada, sem articulação prévia com aliados e com o próprio Tarcísio. O senador confirmou sua escolha pelo pai após a informação ter sido revelada pela imprensa, sem um evento político organizado.

Antes do anúncio, Flávio foi a São Paulo para comunicar pessoalmente a decisão ao governador.

Palco estratégico

A presença de Tarcísio é considerada estratégica para a campanha de Flávio, sobretudo para garantir um palanque forte em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Além disso, aliados avaliam que o governador poderia ajudar a vender a imagem de um “bolsonarismo moderado”, capaz de dialogar com o centro político e o mercado.

Sinais contraditórios

Tarcísio demorou três dias para se manifestar após o anúncio da pré-candidatura. Quando falou, afirmou que Flávio se juntava a “outros grandes nomes da oposição” e tentou evitar o tema durante a entrevista.

No fim do ano, Tarcísio viajou de férias para os Estados Unidos por 17 dias, no mesmo período em que Flávio visitava o irmão Eduardo Bolsonaro, sem que houvesse encontro entre eles.

Flávio diz estar confiante

Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro afirmou que sua candidatura não coloca em risco o controle da direita sobre São Paulo e elogiou Tarcísio:

“Ele falou ‘Flávio, feliz Natal, estamos juntos, conta comigo’. Fiquei feliz demais. Tarcísio está nas férias dele, dando uma recarregada nas baterias.”

“Respeito muito o Tarcísio, um cara leal ao Bolsonaro. No tempo dele, vai estar perto, dar o palanque, e vamos caminhar juntos. A vitória no plano nacional passa principalmente por São Paulo.”

O impasse revela a tensão nos bastidores da direita brasileira, enquanto o bolsonarismo tenta equilibrar lealdade ao clã Bolsonaro e cálculos eleitorais estratégicos para 2026.


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