Política / Justiça
Moraes atende pedido de Alcolumbre e revoga cautelares contra Marcos do Val
Senador do Podemos-ES continuará proibido de deixar o Brasil, mas terá tornozeleira retirada e bens desbloqueados
29/08/2025
18:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (28) derrubar quase todas as medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES). O parlamentar, investigado por ataques ao STF e à Polícia Federal, deverá retirar a tornozeleira eletrônica nos próximos dias e terá seus bens e redes sociais desbloqueados.
A decisão de Moraes atende a um pedido formal apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após Do Val encaminhar à Casa um pedido de licença temporária do mandato acompanhado de laudo médico.
Revogadas: tornozeleira eletrônica, bloqueio de contas bancárias, chaves Pix, cartões e investimentos, além da proibição de uso das redes sociais.
Mantidas: apreensão do passaporte e proibição de deixar o Brasil.
O ministro deu prazo de 24 horas para que as instituições financeiras comuniquem o desbloqueio ao STF.
Do Val estava sob monitoramento eletrônico desde 4 de agosto, após viajar aos Estados Unidos com passaporte diplomático mesmo proibido pela Justiça. À época, Moraes endureceu as medidas, impondo bloqueio de bens, suspensão do uso de redes sociais e limitação de horários para o senador circular em Brasília.
Apesar das restrições, o parlamentar chegou a fazer uma live de mais de uma hora em que mostrou a tornozeleira e fez ataques a Moraes e ao Supremo, alegando sofrer “perseguição política” e acusando o ministro de abuso de autoridade.
Nos bastidores, Alcolumbre buscava uma saída institucional para evitar a suspensão de mandato de Marcos do Val, cogitada no Senado. A apresentação do pedido de licença e a intermediação de Alcolumbre foram determinantes para o STF rever as medidas.
Marcos do Val segue sendo investigado por:
Ataques e campanhas contra o STF e a Polícia Federal em redes sociais;
Descumprimento de decisão judicial, ao viajar para os EUA com passaporte diplomático;
Envolvimento em um suposto plano golpista para reverter as eleições de 2022.
O senador nega todas as acusações e afirma nunca ter sido denunciado ou condenado.
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