Economia / Relações Exteriores
Alckmin viaja ao México para ampliar comércio bilateral e enfrentar impactos do tarifaço dos EUA
Vice-presidente aposta em biocombustíveis, energia e agroindústria; encontro com a presidente Claudia Sheinbaum está na agenda
24/08/2025
19:30
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), embarca nesta terça-feira (27.ago.2025) para uma missão oficial ao México, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais entre os dois países e ampliar a corrente de comércio bilateral, que em 2024 somou US$ 13,6 bilhões.
Segundo Alckmin, a meta é expandir o intercâmbio — hoje dividido em US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras e US$ 5,8 bilhões em importações mexicanas — com foco em setores estratégicos como biocombustíveis, energia, combustível de aviação sustentável, equipamentos médicos e agroindústria.
Destaques da agenda
Encontro com a presidente Claudia Sheinbaum (Morena), em visita acertada após diálogo entre Lula e a líder mexicana no mês passado;
Discussão sobre indústria farmacêutica, agropecuária, etanol e biodiesel como áreas prioritárias;
Proposta de adoção de visto eletrônico para facilitar a circulação de cidadãos e reduzir burocracias;
Integração entre cadeias produtivas do setor automotivo — o México possui o 7º maior parque industrial automotivo do mundo.
Alckmin declarou no sábado (23.ago), em São Paulo:
“A prioridade da viagem é a expansão de parcerias em setores estratégicos como biocombustíveis, energia, combustível de aviação sustentável, equipamentos médicos e agroindústria.”
O vice-presidente falou após visitar a concessionária Brasilwagen, onde acompanhou a implementação do programa Carro Sustentável, que reduz impostos de veículos leves movidos a energia limpa.
A viagem ocorre em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que afeta diretamente o Brasil e o México. O México tornou-se o 2º principal comprador de carne bovina brasileira, após as novas tarifas americanas.
Líderes empresariais veem a missão como uma oportunidade de estreitar a parceria estratégica entre Brasília e Cidade do México, fortalecendo posições conjuntas frente à pressão comercial de Washington.
Há ainda a possibilidade de a viagem incluir uma extensão aos Estados Unidos, como gesto diplomático para reduzir atritos com o governo Donald Trump, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.
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