Política / Economia Internacional
Lula reafirma abertura ao diálogo com EUA, mas adota cautela após tarifaço de Trump
Presidente diz priorizar proteção à economia e empregos diante da taxação de 50% sobre produtos brasileiros
01/08/2025
19:00
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, nesta sexta-feira (1º), que o Brasil “sempre esteve aberto ao diálogo” com os Estados Unidos, mesmo após o agravamento das tensões comerciais com a imposição de um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. A declaração foi publicada nas redes sociais horas depois de o presidente americano Donald Trump afirmar que Lula pode “ligar para ele quando quiser”.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula.
Apesar da sinalização de Trump, o Itamaraty avalia que qualquer conversa entre os dois líderes exige preparação política e diplomática prévia. Interlocutores ouvidos pelo governo afirmam que a frase final de Trump — “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada” — reforçou a necessidade de cautela.
Segundo fontes do Planalto, a postagem de Lula reflete quatro eixos que guiarão a estratégia brasileira diante do tarifaço: diálogo, soberania, contingência para reduzir danos e reciprocidade.
O tarifaço foi anunciado na quarta-feira (31) por meio de uma ordem executiva assinada por Trump. A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, foi justificada pela Casa Branca como resposta a supostas ações do governo brasileiro que estariam prejudicando empresas e cidadãos americanos, além de comprometer interesses estratégicos dos EUA.
Washington cita ordens judiciais brasileiras que teriam obrigado empresas a entregar dados de usuários, alterar políticas de moderação de conteúdo e restringir discursos políticos.
O anúncio das tarifas coincidiu com a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky — medida que congela bens nos EUA e proíbe transações com cidadãos e empresas americanas.
O governo brasileiro trabalha para conter os impactos econômicos da medida, avaliando possíveis contramedidas previstas na Lei de Reciprocidade Comercial. Cenários de negociação estão sendo discutidos para proteger o agronegócio, a indústria e os empregos nacionais.
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