Campo Grande (MS), Sexta-feira, 27 de Março de 2026

POLÍTICA

"Moro atrapalhou, e comecei a perder a eleição quando aceitei mulher dele de vice", diz Ney Leprevost após derrota em Curitiba

Candidato criticou a influência do senador Sergio Moro em sua campanha, ressaltando dificuldades de relacionamento e rejeição do eleitorado.

16/10/2024

19:00

NAOM

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

Derrotado no primeiro turno das eleições para a Prefeitura de Curitiba, o deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (15) que a entrada do senador Sergio Moro (União Brasil) e da deputada federal Rosângela Moro na sua chapa foi um fator que prejudicou sua campanha. Leprevost, que teve Rosângela como vice, declarou que a dinâmica com o casal "não deu liga" e resultou em um impacto negativo nas urnas.

Críticas à atuação de Sergio Moro

Em entrevista, Leprevost não atribuiu toda a responsabilidade pela derrota a Moro, mas destacou que o senador "atrapalhou bastante". “Moro atrapalhou bastante. Não que seja culpa dele o fato de eu não ter vencido, mas ele atrapalhou bastante. E ele é ruim de lidar, de difícil trato, vaidoso”, disse o deputado. Leprevost e sua chapa terminaram a disputa em quarto lugar, com 6,5% dos votos válidos.

Aceitação de Rosângela como vice e os desdobramentos

O deputado estadual admitiu que a decisão de incluir Rosângela Moro como sua vice foi um erro estratégico. A sugestão veio do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e acabou influenciando negativamente a campanha. "Acho que eu comecei a perder a campanha quando cometi o erro de aceitar o pedido do União Brasil nacional de colocar a mulher do Moro de minha vice", afirmou. Embora tenha elogiado Rosângela, ele destacou que a presença de Sergio Moro trouxe uma rejeição considerável. “Ele começou a achar que o candidato era ele. E ele agregou muita rejeição à campanha. Porque ele é visto em Curitiba como o carrasco do Lula e o traidor do Bolsonaro”, disse Leprevost.

Relação com Sergio Moro e disputas internas

Leprevost revelou que sua relação com Moro se deteriorou na reta final da campanha, especialmente após o senador insistir em maior protagonismo nas propagandas de televisão. O candidato, que dispunha de apenas 1 minuto e 12 segundos de tempo de TV, resistiu à pressão de ceder mais espaço para Moro, o que resultou em um distanciamento entre ambos. “Ele queria ficar saindo na propaganda de televisão. Mas eu só tinha 1 minuto e 12 segundos de televisão. Não podia ficar colocando ele o tempo todo. E ele ficou bravo e largou a campanha no final”, relatou Leprevost.

Futuro político e desavenças com Moro

O deputado também mencionou que Moro estaria de olho em uma pré-candidatura ao governo do Paraná em 2026, e que a vitória em Curitiba seria estratégica para o senador. Leprevost, no entanto, descartou qualquer aliança futura com Moro. “Eu não quero caminhar politicamente com Moro. E acho que ele também não quer caminhar comigo. Eu não estarei com ele para o governo em 2026. Se ele for o candidato do União Brasil, eu terei que sair do partido”, disse.

Contexto da trajetória política de Sergio Moro

Sergio Moro, conhecido por sua atuação como juiz na Operação Lava Jato, deixou a magistratura no final de 2018 para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. Em 2020, pediu demissão do cargo após alegar interferência do presidente na Polícia Federal. Sua carreira política, marcada por reviravoltas, incluiu uma tentativa frustrada de candidatura presidencial pelo Podemos e, posteriormente, sua entrada no União Brasil, pelo qual conquistou uma cadeira no Senado pelo Paraná.

Durante as eleições de 2024, além de Curitiba, Moro também apoiou candidatos em cidades como São José dos Pinhais, Guarapuava e Cascavel, mas enfrentou derrotas em todos esses locais.

Neutralidade do União Brasil no segundo turno

Após a derrota, o União Brasil em Curitiba, liderado por Leprevost, optou pela neutralidade no segundo turno das eleições na capital paranaense, liberando seus filiados para decidirem individualmente sobre o apoio a Eduardo Pimentel (PSD) ou Cristina Graeml (PMB).


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